Erica Schmidt no SMX 2009: Integração entre Marketing Offline e Marketing de Busca
Autor: Luís Fernando Mizutani
No mês passado fui ao SMX 2009. Já havia postado sobre minha percepção geral sobre o congresso, mas neste post resolvi trazer o conteúdo específico de uma Palestra que me chamou muito a atenção. A Palestra foi feita pela Érica Schmidt Diretora de Marketing de Busca da Isobar.
A Isobar é uma empresa Global prestaserviços de Marketing Digital para outras empresas. O interessante é que a empresa atua pensando campanhas de marketing de forma integrada com uma ênfase bastante forte nos meios digitais e marketing de busca.
Segundo Érica, nossa tendência é achar que o Google é o principal buscador. Contudo, numa visão global isto pode ser uma distorção da realidade denpendendo do contexto. Um exemplo disto são os mercados asiáticos onde outros buscadores desconhecidos no ocidente assumem o papel principal.
O Buidu é o buscados mais popular na China (claro que um pouco disto é em função das censuras que o Google sofre por lá). Na Corea temos o Daum, que é uma espécie de Yahoo! Coreano muito popular por lá.
No primeiro case apresentado foi demontrado a importância da melhoria de interface e da realização de testes em produção com análises estatísticas (multivariadas). O resultado da realização de um projeto de experimento consistente permite criar a interface que melhor direciona o usuário para a realização de tarefas no site (ex: compra num site de e-commerce).
Além deste case ela trouxe uma série de dados de pesquisas relaizadas pela Isobar, que refletem o comportamento e relação que as pessoas tem com os mecanismos de busca:
1) 67% dos usuários são influenciados a realizar buscas por chamadas de canais offline;
2) 40% destes usuário influenciados por canais offline realizarão alguma compra ou transação no meio online.
3) 37% destes usuários são inflenciados pela televisão, enquanto 36% são influenciados por outros usuários (boca-a-boca).
Para ilustrar os dados acima, Erica trouxe um case muito interessante de um trabalho realizada para a empresa automotiva SAAB.
Neste case a empresa criou um comercial de televisão que incitasse as pessoas a buscar pela música e pelo vídeo na Internet. O vídeo da campanha foi disponibilizado para inúmeros sites de vídeo e o próprio site da montadora oferecia o vídeo e música para download. Isto fez com que o comercial se tornasse um viral na web e o site da montadora atingiu marcas históricas de audiência.
Este exemplo mostra claramente uma aplicação de uma campanha que integra televisão, Intenção de busca e Potencial Viral de um conteúdo.
Outros dados interessantes das pesquisas apresentadas:
4) 31 % dos usuários de Internet respondem a anuncios Online;
5) 27 % destes usuários vão para mecanismos de busca;
6) 47% dos usuários usam Internet enquanto assistem televisão.
O case da SAAB e dados acima mostram a clara interação entre televisão e intenção de busca.
Isto é um comportamento bastante adotado em programas de televisão e comerciais no Japão e outros países asiáticos. Muitos comerciais asiáticos apresentados por Erica, trazem chamadas para busca no final. No cinema isto já está sendo utilizado no trailer do filme 2012, como podemos verificar no Trailer do filme.
Outro exemplo interessante de ações call-to-action para buscas foi a ação feita no reino Unido. Esta ação consistiu em uma forte campanha trazendo apenas o termo “OOHGLE“. Esta campanha teve grande repercussão e gerou um tremendo buzz acerca do termo oohgle. Vários blogs trazem artigo interessantes sobre esta campanha.


A campanha teve um crescimento acentuado nas questro semanas de veiculação, como no gráfico do Google Trends.
http://www.google.com/trends?q=oohgle&ctab=0&geo=gb&geor=all&date=2008&sort=0
Conforme os dados da Isobar, a campanha teve 28% de resposta imediata para anúncios offline, e este percentual caiu para 20% na primeira semana.
Este indicativos mostram como as campanhas offline e online hoje estão absolutamente interligadas. Muitas vezes não nos damos conta dos desdobramentos que uma campanha passa a ter nos meios digitais.
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